ssoas que passaram muito tempo em repouso, acamadas, ou que fizeram voos longos, têm um risco aumentado para a trombose e suas complicações.

5 dicas para evitar trombose venosa profunda durante longos voos

Pessoas que passaram muito tempo em repouso, acamadas, ou que fizeram voos longos, têm um risco aumentado para a trombose e suas complicações.

De acordo com Ronald Flumignan, ecografista vascular, o tipo mais comum de embolia pulmonar é aquele que se forma a partir do desprendimento de um coágulo de sangue – geralmente, um que tenha se formado na perna ou região pélvica (TVP).

“Voos com mais de quatro horas de duração já são preocupantes. Mas os que mais representam risco são aqueles com mais de 12 horas. Por isso é fundamental, diante dos primeiros sintomas, não perder tempo e seguir com diagnóstico e tratamento. Vale lembrar que o fator de risco ‘idade’ é um dos mais importantes, principalmente quando diz respeito a um paciente com mais de 60 anos. Ou seja, quanto mais idade o passageiro tiver, há mais chances de sofrer TVP e suas complicações”.

Além do fator idade e de o paciente já ter enfrentado outros episódios de TVP, os fatores de risco mais comuns incluem:

  • Histórico familiar
  • Imobilidade
  • Câncer
  • Uso de determinados contraceptivos ou terapia de reposição hormonal
  • Gravidez
  • Insuficiência cardíaca
  • Obesidade
  • Tabagismo e até mesmo varizes

“Se, depois da investigação clínica, houver suspeita de trombose, é indicado fazer um eco-Doppler colorido. Que também é conhecido como ultrassonografia vascular, para avaliar as condições dos vasos – não só das pernas, como também dos braços e barriga. Trata-se de um exame não invasivo, sem dor, sem contraindicações, e que revolucionou o tratamento vascular. Quando bem executado, por um médico experiente e qualificado, em equipamentos adequados, a qualidade das informações obtidas com esse exame auxilia o cirurgião vascular a determinar o tipo de tratamento ideal para pacientes com problemas nos vasos – desde os mais frequentes, como varizes, até os mais graves, como a trombose venosa”.

Além disso, o ecografista vascular explica que esse exame aponta a exata localização das veias e artérias. Indicando se estão funcionando bem ou se há alguma obstrução (trombose), por exemplo.

Segundo Flumignan, a trombose pode ocorrer em qualquer vaso do corpo, seja artéria ou veia. “Mais do que um mapeamento vascular, o eco-Doppler é fundamental para que o cirurgião vascular possa identificar e tratar casos mais graves, identificando o potencial risco de uma trombose venosa profunda. Diante desse recurso, é possível, inclusive, orientar pacientes com risco aumentado para TVP a não fazer voos longos, sem escala. Ou mesmo avaliar se um determinado paciente irá se beneficiar com o uso das meias elásticas para prevenir trombose. Afinal, o que muita gente desconhece é que nem todos os pacientes podem usar essas meias. Para os que podem, elas de fato reduzem o risco de trombose durante voos prolongados – com evidências médicas de alta qualidade”.

Para aqueles que já estão com o voo marcado, o especialista dá cinco dicas:

  1. Procure se levantar a cada duas horas de voo e caminhar pelo corredor;
  2. Sentado, procure fazer movimentos circulares com os tornozelos e esticar os joelhos;
  3. Se não houver contraindicações, use meias elásticas prescritas por um médico vascular;
  4. Vista roupas leves e confortáveis;
  5. Procure ingerir bastante água durante o voo. Isso vai mantê-lo hidratado e fazer com que se levante para ir ao banheiro algumas vezes. Além disso, a desidratação pode facilitar o surgimento de trombos.