Este mês é conhecido como Novembro Azul, um período de campanhas de conscientização sobre o câncer de próstata. De acordo com o INCA, em 2018, foram estimados mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil.

Novembro azul: saiba a importância dos exames preventivos masculinos

Este mês é conhecido como Novembro Azul, um período de campanhas de conscientização sobre o câncer de próstata. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2018, foram estimados mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil.

É o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no país, atrás apenas do de pele não melanoma. O urologista Cristóvão Machado Barbosa Filho diz que “a doença pode demorar a se manifestar. E quando alguns sinais começam a aparecer, aproximadamente 95% dos tumores já estão em fase avançada. Por isso, os exames preventivos são muito importantes”, comenta.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que fica abaixo da bexiga e tem a função principal de produzir esperma. Os fatores de risco para desenvolvimento do câncer no órgão são histórico familiar, alimentação inadequada, além de sedentarismo e obesidade. Negros também apresentam maior índice de casos da doença.

Idade de risco

Normalmente, após os 50 anos aumentam os riscos de alguma mutação na próstata. Essa é a idade mínima recomendada para realizar exames preventivos anuais, ou a partir dos 45 anos para aqueles com histórico familiar da doença ou negros. “Os exames que devem ser feitos anualmente são os de toque retal e o de PSA no sangue, que mede o Antígeno Prostático Específico. A ausência de sintomas não garante que não haja problemas”, esclarece o médico.

Segundo o urologista, se não houver prevenção, a doença pode ser descoberta apenas em estágios mais avançados, podendo ser fatal. “Os primeiros sinais em fases tardias são dores ósseas, dores ao urinar, vontade de urinar com maior frequência, e presença de sangue na urina ou no sêmen”, detalha.

Ainda segundo Barbosa, se descoberto o câncer de próstata em fase inicial, as chances de cura são entre 80 e 90%. “Se não houver existência de metástase, é uma doença curável, principalmente por cirurgia ou, em casos específicos, pela radioterapia”, finaliza.